Nos últimos anos, os Guedê e Baron Samedi ficaram famosos.
Aparecem em filmes, séries, videogames, tatuagens, fantasias de Halloween e vídeos nas redes sociais. Há tutoriais ensinando a "chamar Baron Samedi", a "fazer oferenda aos Guedê em casa", a "pedir dinheiro ao Barão". Muitos com milhares de visualizações.
Essa popularidade tem um lado bom: mais gente conhecendo o Vodou. Mas tem também um lado perigoso: a ideia de que trabalhar com os Guedê é simples, divertido e acessível a qualquer um.
Na tradição, não é.
A irreverência dos Guedê não é permissão
Os Guedê são conhecidos pelo humor, pelas piadas atrevidas e pela falta de cerimônia. Muita gente interpreta isso como um sinal de que são espíritos "fáceis", com quem se pode brincar.
A tradição ensina o contrário. Os Guedê podem rir de todos, mas exigem respeito de quem os serve. São os senhores da passagem entre a vida e a morte, uma das forças mais poderosas do Vodou.
Um antigo ensinamento resume bem: quem chama os Guedê precisa saber o que está fazendo, porque eles sempre cobram o que é deles.
O que é a iniciação
No Vodou, a iniciação é o processo pelo qual uma pessoa é preparada para servir os lwa. Ela envolve:
- Aprendizado dos fundamentos, dos cantos, das oferendas, dos vèvè e dos rituais.
- Preparação espiritual e proteção.
- Estabelecimento de uma relação com os espíritos.
- Transmissão de conhecimento de quem já foi iniciado para quem está sendo iniciado.
- Tempo: a iniciação não acontece em um fim de semana. Ela é um caminho de anos.
É esse caminho que dá a quem trabalha com os lwa o preparo para lidar com forças que o leigo não conhece.
Por que não servir os Guedê sem preparo
1. Você não sabe quem responde.
Nem toda força que responde a um chamado é aquilo que parece ser. Sem preparo, é impossível distinguir.
2. Os Guedê têm fundamentos próprios.
Suas oferendas, seus dias, seus cantos e seus símbolos têm regras. Improvisar pode ser visto como desrespeito.
3. Existe o início e o fim.
Um trabalho não termina quando a vela é acesa. É preciso saber encerrar, despachar e fechar corretamente.
4. Promessas têm peso.
Muita gente faz promessas aos Guedê ou a Baron em troca de pedidos, sem saber que, na tradição, promessas espirituais são levadas muito a sério.
5. O risco emocional é real.
Rituais com forças ligadas à morte, feitos por pessoas fragilizadas, podem alimentar medo, obsessão e ansiedade. Se isso estiver acontecendo com você, procure ajuda, inclusive psicológica.
Admirar é diferente de praticar
Não há nada de errado em se interessar pelos Guedê, estudar sua história, admirar sua estética ou respeitar sua importância cultural. Muito pelo contrário: conhecer o Vodou é uma forma de combater o preconceito.
O que a tradição desaconselha é transformar esse interesse em prática sem preparo.
O caminho seguro: contar com quem tem preparo
Se você precisa da força dos Guedê em algum momento da vida, seja para proteção, abertura de caminhos, justiça ou encerramento de ciclos, o caminho mais seguro é contar com alguém que foi preparado para isso.
Mais de 27 anos de caminhada espiritual
Sou o Bokor Jan Pe, tenho mais de 27 anos de caminhada espiritual e trabalho na linha da Família Guedê e de Baron Samedi. Cada trabalho realizado no Santuário segue o fundamento da tradição, com respeito às forças espirituais e a quem busca ajuda.
- Cada trabalho tem descrição e valor publicados no site.
- A contratação e o pagamento são feitos pela Área do Cliente, via Pix para a conta da empresa.
- O trabalho é realizado no templo, com atendimento totalmente a distância.
- Você acompanha o andamento e tira dúvidas pelo painel.
Não prometo resultado garantido. Prometo respeito à tradição e a você.
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Serviços exclusivos para maiores de 18 anos. Os resultados variam de pessoa para pessoa e os trabalhos não substituem atendimento médico, psicológico, jurídico ou financeiro.
