Ele costuma começar de forma inofensiva.
Você encontra um anúncio, manda uma mensagem, conta um pouco da sua situação. Do outro lado, alguém responde com atenção, diz que entende a sua dor e que pode ajudar. Mas, antes, precisa fazer uma consulta para "ver o seu caso". O valor é baixo: vinte, trinta, cinquenta reais. Você paga.
E então, uma de duas coisas acontece.
Cenário 1: a pessoa desaparece
A mensagem é visualizada e não é respondida. O número bloqueia você. O perfil some. Os cinquenta reais foram embora, e com eles a esperança que você tinha depositado ali.
Esse é o golpe mais simples: cobrar pouco de muita gente. Um golpista que recebe cinquenta reais de vinte pessoas por dia não precisa de mais nada.
Cenário 2: a consulta vira a porta de entrada
O outro cenário é mais comum, e mais caro. A "consulta" acontece, e o resultado é sempre o mesmo: o seu caso é grave.
"Tem um trabalho muito pesado contra você."
"A pessoa amada está presa a outra força."
"Se não fizermos nada agora, vai piorar."
A partir daí, a consulta de cinquenta reais se transforma em um trabalho de quinhentos, depois em um "reforço" de mil, depois em uma "limpeza obrigatória" para o trabalho funcionar. A consulta barata nunca foi o produto. Era a isca.
A ilusão de que "perdi pouco"
Muitas pessoas que caem no primeiro cenário pensam: "foram só cinquenta reais, deixa pra lá". E seguem procurando, até encontrar o próximo golpe.
Mas o prejuízo nunca é só o dinheiro. Nessa troca você também perdeu:
- Sua história íntima, entregue a um desconhecido.
- Seus dados e os de outras pessoas, como nomes, fotos e datas de nascimento.
- Sua esperança, o que torna o próximo golpe ainda mais fácil.
- Seu tempo, num momento em que você precisava cuidar de si.
E há ainda a dimensão espiritual.
O que a tradição ensina sobre esse tipo de golpe
Na visão espiritual, abrir o coração e entregar sua história a alguém que diz lidar com o sagrado não é um ato neutro. Quando essa pessoa age com mentira e ganância, você acaba ligando o seu pedido, a sua dor e o seu nome a um ambiente de baixa vibração.
Muitas tradições falam dos espíritos obsessores: forças que se aproximam do que é movido por egoísmo, falsidade e desrespeito ao sagrado. Consultas falsas, "leituras" inventadas e invocações feitas só para impressionar, dizem essas tradições, não chamam as forças que a pessoa imagina. Chamam o que responde a esse tipo de energia.
E quanto a quem aplica o golpe? Ele pode achar que é esperto, que ganhou dinheiro fácil, que saiu no lucro. A tradição ensina o contrário. Usar o nome dos espíritos para enganar pessoas em sofrimento é visto como uma das faltas mais graves diante do plano espiritual. A arrogância de quem se acha acima de qualquer cobrança é justamente o que o torna mais vulnerável a ela. Na linha de Baron Samedi, senhor da justiça, diz-se que todos um dia prestam contas, e que ninguém entra no cemitério carregando o que tirou dos outros.
Então toda consulta paga é golpe?
Não necessariamente. Muitos sacerdotes sérios cobram por atendimentos e orientações, e isso é legítimo. A diferença está na forma:
- Existe identificação real? Nome, empresa, CNPJ, endereço.
- O valor é claro e informado antes?
- O pagamento vai para uma empresa identificada?
- A consulta tem um objetivo claro, ou é apenas o começo de uma escalada de cobranças?
- Você sai da consulta assustado e pressionado, ou esclarecido?
Se, ao final de uma consulta, a única conclusão é que você precisa pagar mais, e rápido, desconfie.
Se você foi vítima
- Não se culpe. Você estava sofrendo e procurou ajuda.
- Se pagou via Pix, avise seu banco imediatamente e peça a abertura do MED, o Mecanismo Especial de Devolução.
- Guarde as provas e registre um boletim de ocorrência.
- Não tente "recuperar" o prejuízo contratando outro trabalho às pressas.
- Cuide de você. Se a sensação de peso ou de tristeza persistir, procure apoio emocional e, se sentir necessidade, espiritual, com quem trabalhe com transparência.
Como é no Santuário Vodou
Sou o Bokor Jan Pe, tenho mais de 27 anos de caminhada espiritual e trabalho na linha da Família Guedê e de Baron Samedi. Montei o Santuário para que ninguém precise pagar para descobrir quanto vai pagar:
- Os trabalhos e seus valores estão publicados no site, visíveis antes de qualquer cadastro.
- Nada de "consulta isca". Você lê, compara e decide com calma.
- Contratação e pagamento pela Área do Cliente, via Pix para a conta da empresa, com CNPJ.
- Acompanhamento pelo painel, para você nunca ficar sem resposta.
👉 Conhecer os trabalhos e os valores
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Serviços exclusivos para maiores de 18 anos. Os resultados variam de pessoa para pessoa e os trabalhos não substituem atendimento médico, psicológico, jurídico ou financeiro.
